06 julho, 2011
24 abril, 2011
24 janeiro, 2011
Hoje provei a existência do sol sem óculos escuros e a tontura que isso provocou. A cegueira da luz é inevitável.
Sol na cara de quem não quer ser visto.
É gente vendo seu sangue.
É essa a sensação que o vermelho dá.
Sangue nos olhos, rancor e veneno são muito mais complicados do que a gente imagina. Continuam caminhando no corpo e na mente até quando a gente não quer. Caminha, caminha, caminha e tudo continua igual.
Minha vida voltando ao normal está a cada passo, um após o outro. Precisei andar dois bairros inteiros pra chegar a essa conclusão. Só te ensinam a caminhar quando se é criança, depois que a gente cresce te ensinam a fingir que está tudo bem.
Não coloquei os óculos escuros porque o sol já estava indo embora e não faria o menor sentido. Não os coloquei porque não quis. Não usar óculos, maquiagem ou qualquer merda de máscara dá coragem, uma sensação de liberdade.
Caminhei leve a tarde inteira.
23 janeiro, 2011
22 janeiro, 2011
Tenho sede de palavras. Frases, períodos, rima e rascunho.Tudo que pode traduzir o ser em palavras.Me ponho em contato com o outro pela individualidade das minhas idéias escritas, num mar de palavras onde uma criança pode facilmente se imaginar morrendo afogada. É tanto mar e as possibilidades são infinitas. Posso ser uma ou duas. Duas vezes maior que o real.No momento em que escrevo, passo a ser de todo mundo que acompanha.Textos são do todo e ninguém é de ninguém nesse mundo. Palavras são rumos e meus textos becos sem saída. Estar submergida em palavras é uma forma de sobrevivência. Respiro cada uma delas com desespero e vontade. Escrevo da maneira mais simples, porque nada que eu possa escrever pede ornamento, algo para impressionar ou chocar aos olhos de quem lê. Me exponho, acompanho e sinto o gosto.
22.01.11
Menina Acri-doce
- menina acri-doce
- Brazil
- Sempre fui Luana, desde de pequena. Mantenho-me escritora e esquisita. Gostaria de ser prática, dedicar-me à leveza. Sou densa demais pra isso. Fez Deus muito bem em criar a habilidade humana da escrita, pois a solidão não é agradável tampouco suportável. Derreto-me em palavras.