Dia desses, em noite chuvosa,
a raiva passou pelos olhos e pela boca.
Saiu apoiada em palavras duras feito pedra.
E caiu. Sobre nossas cabeças.
24.05.10
24 maio, 2010
23 maio, 2010
Hoje a poesia não é minha companheira.
Ela é tudo o que eu respiro sem poder falar.
Não escrevi por nem pra você.
Escrevi por tudo que é certo,
por tudo que foi susurro e grito.
Por tudo que corta o coração da gente.
Nem tudo é desabafo. Nem tudo é erro.
É só tua ausência mesmo.
O vazio é desde sempre.
17.05.10
Ela é tudo o que eu respiro sem poder falar.
Não escrevi por nem pra você.
Escrevi por tudo que é certo,
por tudo que foi susurro e grito.
Por tudo que corta o coração da gente.
Nem tudo é desabafo. Nem tudo é erro.
É só tua ausência mesmo.
O vazio é desde sempre.
17.05.10
10 maio, 2010
09 maio, 2010
Sou os pés encostados na parede
e a cabeça em repouso no chão.
O tiro aleatório na agenda,
quando tenho o telefone nas mãos.
Sou o silêncio de doze horas
e os pés embaixo do chuveiro.
Sou a lágrima crua que despenca
por puro desperdício.
Sou pão de queijo mordido
que não mata a fome.
Comida pela metade.
Jejum por sacrifício.
Sou o ataque de riso,
o nó na garganta,
fumaça no céu da boca.
Sou a nudez da face
e os braços abertos no colchão.
Sou o compasso da música,
o ritmo em que gemo,
o grito de fora pra dentro,
reconstrução.
09.12.09
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Menina Acri-doce
- menina acri-doce
- Brazil
- Sempre fui Luana, desde de pequena. Mantenho-me escritora e esquisita. Gostaria de ser prática, dedicar-me à leveza. Sou densa demais pra isso. Fez Deus muito bem em criar a habilidade humana da escrita, pois a solidão não é agradável tampouco suportável. Derreto-me em palavras.