09 maio, 2010

Sou os pés encostados na parede
e a cabeça em repouso no chão.
O tiro aleatório na agenda,
quando tenho o telefone nas mãos.
Sou o silêncio de doze horas
e os pés embaixo do chuveiro.
Sou a lágrima crua que despenca
por puro desperdício.
Sou pão de queijo mordido
que não mata a fome.
Comida pela metade.
Jejum por sacrifício.
Sou o ataque de riso,
o nó na garganta,
fumaça no céu da boca.
Sou a nudez da face
e os braços abertos no colchão.
Sou o compasso da música,
o ritmo em que gemo,
o grito de fora pra dentro,
reconstrução.
09.12.09

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Menina Acri-doce

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Sempre fui Luana, desde de pequena. Mantenho-me escritora e esquisita. Gostaria de ser prática, dedicar-me à leveza. Sou densa demais pra isso. Fez Deus muito bem em criar a habilidade humana da escrita, pois a solidão não é agradável tampouco suportável. Derreto-me em palavras.

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